segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Dum fôlego...

Da fonte a água viva e multicor de múltiplas salivas de todas as almas-vozes que se esvaem e se escorrem corpo adentro pelo rio das memórias-peixes saltitantes ao curso do discurso sem rota nem rastro nem mastro nem tinta de caneta nem letra nem forma tudo feito do suor da dança dos homens e das mulheres pela noite mais escura pelo dia mais claro e na chuva mais densa e no vento mais cortante e no fogo das narinas dos dragões de escamas verdejantes amarelantes vermelhantes azulantes e mesmo no silêncio da senhora à espera da aurora mais doce quietinha ali... Vem de onde meu fôlego? Vem de onde?

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